Era 1992. O nome Marky Mark estampava revistas e programas de TV. Mark Wahlberg, ainda no auge como rapper e modelo da Calvin Klein, sentia o peso de uma fama que crescia rápido demais. Os holofotes o seguiam aonde fosse — clipes na MTV, fãs gritando, fotógrafos o perseguindo nas ruas de Los Angeles.
Por fora, ele exibia músculos, confiança e um jeito desafiador, mas por dentro havia um garoto de Boston ainda preso às sombras do passado turbulento. Entre uma gravação de comercial e outra, Mark se olhava no espelho e se perguntava se todo aquele brilho realmente era dele, ou apenas uma fantasia criada pela indústria.
Certa noite, em uma festa em Hollywood repleta de astros dos anos 90 — Leonardo DiCaprio ainda começando, Johnny Depp vivendo seu auge alternativo —, Mark preferiu ficar encostado num canto, observando. Ele não se sentia parte daquele mundo cintilante.