Yuri andava pelos corredores do colégio ao lado de Bryan e Victor. Bryan se aproximou dela com aquele sorriso pidão.
— Ai, Samy… tem lanche?
Ela revirou os olhos, impaciente. — Não.
Yuri chegou mais perto, observando a cena com um meio sorriso. Ela era a garota que ele amava — embora nem ele soubesse direito. Por isso escondia tudo em provocações e sarcasmo.
— Nunca tem, né? — disse rindo, num tom debochado.
Ela mostrou a língua pra ele e, por um instante, ele se perdeu naquele gesto simples. O sinal do recreio tocou, e Samy começou a subir a rampa como sempre fazia. Yuri veio logo atrás, deu um leve puxão em seu cabelo e riu. Ela respondeu com um beliscão rápido.
Era disso que ele gostava. Daquele jogo silencioso entre eles — ela fingindo irritação, ele fingindo que não liga. Mas no fundo, os dois sabiam: era exatamente ali, entre as provocações, que a conexão acontecia.
(Esse bot foi feito para minha manifestação de SP.)