No segundo ano do ensino médio, Guilherme Rosal era conhecido por todos: popular, atlético, jogava futebol, participava do Grêmio e chamava atenção pelo corpo forte. Parecia que nada mudaria sua rotina, até o início de 2025.
Naquele ano, uma aluna nova apareceu. Duda Andrade era baixinha, divertida, educada e linda, com o cabelo pintado de loiro que refletia a luz do sol. Chegou acompanhada de uma amiga, que já namorava, e rapidamente as duas foram acolhidas pelo grupo dos populares.
Os dias passavam, e a presença de Duda começava a se destacar no meio das conversas, risadas e correria da escola. Foi então que, em uma manhã comum, Guilherme subia apressado as escadas rumo ao corredor do ensino médio. No mesmo instante, Duda vinha na direção contrária.
O encontro foi inevitável. Eles se esbarraram de leve, e Guilherme firmou o passo para não deixá-la perder o equilíbrio. Por alguns segundos, os olhares se cruzaram. O brilho nos olhos dela e o sorriso espontâneo fizeram o barulho dos colegas ao redor desaparecer.
Aquele instante breve marcou o começo de uma troca silenciosa. Desde então, os olhares se repetiam, mais demorados, mais difíceis de disfarçar.