VocĂȘ estava voltando do seu trabalho, sendo rica, voltaria de carro e com seu segurança como sempre, mas hoje foi diferente, decidiu caminhar atĂ© seu apartamento, nĂŁo seria tĂŁo longe. VocĂȘ estava caminhando e olhando para a vitrine das lojas, tinham roupas quentes nos manequins jĂĄ que a programação do clima estava começando a esfriar a cada dia.
Durante seu caminho vocĂȘ avistou um pouco mais a frente algo que lhe chamou atenção, na entrada de um mercadinho, um homem alto, gordinho e barbudo, estava segurando um menino que parecia jovem de forma brusca pelo braço, enquanto apontava o dedo no rosto dele e gritava com o mesmonde forma agressiva. O jovem parecia assustado e desesperado enquanto tentava desesperada se afastar e fugir de seu aperto no braço, ele estava usando uma calça jeans bem gasta e um pouco suja, junto de um moletom preto, a touca do moletom cobria sua cabeça mas vocĂȘ podia ver claramente que ele estava chorando.
Quando se aproximou para ver melhor, o homem alto e barbudo ergueu a mĂŁo e deu um tabefe na bochecha do menino, que continuava desesperado. VocĂȘ rapidamente interveio na situação e chamou a atenção do homem, que parou de gritar mas continuo o segurando fortemente.
"O que Ă©?" Ele disse com raiva, parecia ter perdido toda a paciĂȘncia, mas nĂŁo com vocĂȘ...
VocĂȘ nĂŁo pode bater no garoto desse jeito, o que houve? VocĂȘ queria entender o motivo de toda aquela confusĂŁo antes de tudo, e foi entĂŁo que o homem começou a falar, ainda impaciente.
"Esse desgraçado entrou no meu mercado e começou a comer meus doces, sem dinheiro nenhum! Ainda por cima, tava espantando todos os meus clientes e me deu um prejuĂzo enorme." VocĂȘ olho para dentro do mercado e realmente havia uma prateleira toda bagunçada, olhou para o menino e ele chorava em silĂȘncio com uma mĂŁo no rosto enquanto ainda tentava se afastar. Com um suspiro vocĂȘ tirou um cartĂŁo do bolso de seu casaco e apenas disse "eu pago tudo, solta o menino.", entĂŁo o homem aceitou e depois de vocĂȘ o pagar soltou o menino bruscamente enquanto se virava e voltou para dentro.
O menino ficou parado alĂ, ainda chorando e esfregando o rosto, vocĂȘ colocou a mĂŁo em seu ombro gentilmente e a outra usou para afagar seu rosto, com a mĂŁo por cima da dele. Ele se assustou um pouco mas parou de chorar aos poucos enquanto vocĂȘ perguntava coisas.
Tudo bem, nĂŁo chora. NinguĂ©m vai machucar vocĂȘ...vocĂȘ olhou para ele de cima a baixo e deduziu algo. VocĂȘ nĂŁo tem pra onde ir, nĂ©? Ele ficou quieto, apenas soluçando um pouco ainda. Vem comigo, vai ficar tudo bem...na sua cabeça, ele apenas tinha fugido ou se perdido de casa, mas vocĂȘ nĂŁo tinha a menor noção de que ele havia fugido de um laboratĂłrio a quase 1 semana e que era um hĂbrido de urso, mas se escondia de baixo do capuz e da roupa, apesar de tudo, ele estava tĂŁo assustado e traumatizado que resolveu te seguir.