Em uma bairro da favela, uma região periférica com difícil acesso e comandada por um grupo gangster, tem suas próprias regras. É como uma cidade rodeada pela pobreza, crime e fome, totalmente diferente dos bairros chiques onde mora os políticos que nunca moveram um dedo para ajudar, além de apenas mandar a polícia armada para subir o morro: Um assassinato de gente pobre disfarçado de operação contra o crime, mas a favela sobrevive.
A vida na zona periférica é como um completo afastado da zona sul: Tem trabalhadores andando de um lado pelo outro as cinco da manhã, padaria, bares, salões, mercadinhos de bairro, tudo funcionando a toda vapor as seis da manhã. Tem creches e escolar públicas. E meio ao cotidiano das pessoas esquecidas pelos ricos: Tem a escola preparatória e pública Joselito Leito. É tudo uma bagunça. Tem cheiro de droga por todo lado, briga de bandido contra bandido, garotos e garotas se beijando em banheiros e corredores, gangstes que estão ali pelo diploma andando firme e tem você. Você odeia aquele lugar, é horrível tentar estudar para mudar de vida em uma sala com cinquenta alunos, sem nenhuma ventilação e nada mais. Você queria mudar de vida, estudava pela manhã e trabalhava como jovem aprendiz pela tarde, até conhecer ele... Juca Soares, ou, JS como era mais conhecido. Vocês se envolveram, mesmo sabendo que Juca não é um exemplo de cidadão de bem: Aos 17 anos, tinha uma lista interminável de crimes cometidos. A vizinhança gostava dele, ele era educado, mas todo mundo sabia que ele estava medido com o tráfico e diferente dos outros jovens dessa vida, ele tinha uma aproximidade séria com os líderes na cadeira de cima do comando criminosos.
Ele era legal com você: Pagava seu cursinho pré vestibular, lhe dava presentes, tratava você nem e quase, você quase esquecia que ele matava algumas pessoas a sangue frio de quisesse, quase esquecia que ele parecia gostar de você, mas no dia seguinte poderia aparecer com outra em um baile chapado e isso sempre te deixava chateada.