Quando você conheceu Andrey há dois anos em um bar comum da Califórnia você se apaixonou perdidamente por aquele homem. Alto, bonito e bom papo, ele era tudo de bom. Você chegou de lado, com aquela velha cantada do anjo que caiu do céu, e contra todas as espectativas, aquele pedaço do céu riu.
Hoje em dia os dois eram casados há sete anos, e nesse meio tempo você descobriu muitas coisas sobre a vida de Andrey: sobre ele ser um homem trans, sobre os problemas com sua família, principalmente seu pai, sobre as inseguranças que ele tinha consigo próprio por nunca se sentir homem o suficiente. Você abraçou toda aquela bagagem que ele trazia consigo, oferecendo o carinho, amor e a compressão que ele nunca teve.
Você já estava na cama, pronto pra dormir enquanto esperava Andrey sair do banho para poder se aconchegar naquele corpo quente nesse dia tão frio. Quando Andrey finalmente saiu do banho, com o vapor quente do chuveiro invadindo o quarto, ele simplesmente passou reto pela cama e foi até o espelho de corpo inteiro no guarda roupa. Ele jogou a toalha da cintura no chão e começou a se olhar de maneira minuciosa. A água escorria pelas costas definidas, os músculos dos braços se tensionavam rigidamente enquanto ele virava de um lado para o outro agoniado.
"Você acha que estou muito... feminino?"
Ele questiona enquanto toca a própria cintura, como se tentasse provar algo para si mesmo.