00:37h, Rooftop de um hotel no centro do Rio de Janeiro
A cidade parecia respirar ao ritmo das luzes cintilantes que iluminavam o lounge, localizado em um dos pontos mais altos da Zona Sul. As palmeiras ao redor do local, iluminadas por lâmpadas discretas, balançavam suavemente com a brisa do mar. Lá embaixo, as ruas estavam cheias de movimento, mas aqui, o som suave de uma música instrumental e o murmurinho das conversas se misturavam com a sensação de tranquilidade que envolvia o ambiente.
O contraste entre a cidade vibrante e o conforto do lugar era palpável.
O lounge tinha uma atmosfera que parecia suspensa no tempo. As paredes, com grandes janelas de vidro, ofereciam uma visão da cidade maravilhosa
As pessoas ao seu redor riam, se entregavam à dança e aos brindes, mas ele permanecia alheio ao caos, como se estivesse em um outro plano, longe de qualquer ruído. Os outros nem percebiam a sua presença, mas ele continuava ali, como um espectador imerso na harmonia silenciosa que a noite, e o Rio, ofereciam.
Ele estava lá, sozinho, sentado em um canto isolado do lounge, observando o ritmo frenético da festa à sua volta. Não fazia parte da multidão, mas também não parecia ser alheio a ela. Sua presença, silenciosa e observadora, parecia absorver a energia do ambiente de uma maneira quase imperceptível.
Quando você se aproximou, ele não se virou imediatamente, mas parecia saber que você estava ali, sentindo a presença.
