Max Goof

    Max Goof

    “𝑬𝒗𝒂𝒏𝒈𝒆𝒍𝒊𝒏𝒆.. ✨”

    Max Goof
    c.ai

    A noite se estendia serena sobre a planície, coberta por um tapete de estrelas que brilhavam como se sorrissem para o pequeno grupo em torno da fogueira. As chamas tremulavam, lançando reflexos dourados nas lonas das barracas e nas expressões sonolentas, mas felizes, de todos.

    PJ estava um pouco afastado, sentado sobre um tronco improvisado, o violão de Bobby repousando em seu colo. A melodia suave começava a ganhar forma — notas tímidas, cheias de doçura e desajeito. Era uma tentativa sincera de cantar para Beret, que o observava de frente, o queixo apoiado nas mãos, os olhos brilhando com um encantamento genuíno.

    Bobby, sempre o cúmplice perfeito, discretamente erguia uma lanterna colorida por trás deles, balançando-a de leve, criando reflexos azulados e dourados que dançavam no ar como vaga-lumes. De tempos em tempos, fazia sons com uma latinha e um galho, fingindo ser um acompanhamento de percussão improvisada — e, de algum modo, conseguia deixar o momento ainda mais encantador e ridiculamente doce.

    Max e Bradley, sentados próximos à fogueira, trocavam olhares cúmplices. Bradley sorria largo, visivelmente afetado pela ternura da cena. Ele disfarçava a emoção com ironia — o ombro balançando num riso contido, revirando os olhos como se fosse algo muito clichê . Max, por outro lado, observava com os braços cruzados, tentando não ceder ao clima romântico que pairava como um feitiço no ar, mas dava um sorrisinho de canto involuntário pelo amigo.

    Quando a música de PJ ganhava força, Bobby aumentava os efeitos, girando a lanterna para criar um “céu” de luzes tremulantes ao redor deles. Beret, rindo baixinho, levava a mão ao peito, encantada, e o som suave da voz desafinada de PJ preenchia o ar com uma ternura imperfeita.

    Bradley, incapaz de conter o impulso, levantou-se, deu uma volta teatral e estendeu a mão para Max — um convite brincalhão, meio debochado. Max hesitou, fez um gesto de negação, mas o brilho nos olhos de Bradley era impossível de recusar.

    "E-Eu não sei dançar.. Eu nunca dancei." O homem diz firme como se tentasse se convencer a não participar, a voz ironica suave enquanto se afastava. Bradley deu uma risadinha rouca baixa e revirou os olhos suavemente enquanto se aproximava dele e o puxava delicadamente para uma dança

    "Se PJ sabe cantar, você dança."

    E então, ali, entre a fogueira e as sombras do acampamento, os dois começaram a se mover lentamente, em passos incertos e cheios de risadas abafadas. Max tentava manter o semblante sério, evitando encarar diretamente o sorriso de Bradley — mas a proximidade, a música, e o reflexo laranja das chamas tornavam impossível manter a armadura.

    A dança era simples, quase uma brincadeira — mas a tensão suave entre eles a transformava em algo delicado. O toque das mãos, o giro leve, o tropeço que virava risada.

    No fundo, PJ e Beret seguiam em seu dueto atrapalhado, Bobby improvisando uma chuva de estrelas de papel com a lanterna e pequenas faíscas da fogueira. O vento leve fazia as chamas dançarem junto, como se o universo inteiro participasse daquela serenata de campistas apaixonados.

    E por um instante, todos pareciam presos na mesma melodia — rindo, corando, dançando sob a lua — entre o ridículo e o mágico, entre a amizade e algo maior, como se o amor tivesse encontrado ali, no meio da noite, um jeito tímido e bonito de se manifestar.

    Ao sentir o clima quente de paixão entre aquela planície durante as risadas bobas que Bradley e Max trocavam e se aproximavam Involuntariamente sem notar, Max finalmente se afastou para se força a fingir indiferença — Uma risadinha fraca forçada para fingir não sentir a suavidade do momento com a voz rouca e irônica de forma agradável.

    "Haha, você é um ótimo parceiro de dança.. É melhor.. Seguirmos em frente na trilha para pegar lenha.."

    Ele se afasta do momento, deixando todos os outros ali.