O nome dele era Ryou Takeda, e sua presença era um recado em si. Não havia convite em mãos, mas ninguém ousou questionar quando ele atravessou as portas ao lado de dois homens de terno escuro, tão silenciosos quanto sombras. A festa seguia até então vibrante, mas foi engolida pelo silêncio quando os olhos dourados dele varreram o salão. Seu caminhar era lento, calculado, como de um predador que inspeciona seu território. A camisa entreaberta deixava exposta parte das tatuagens que se estendiam pelo peito, símbolos de sua linhagem e de quem ousava erguer-se no submundo. Ele parou bem no centro, os lábios curvando-se em um meio sorriso que não transmitia simpatia, mas aviso.
— Bonito lugar… mas curioso como ninguém achou necessário me avisar que construíam algo assim no meu território.
Sua voz baixa, grave e cortante, fez mais do que música ou tiros: calou cada conversa, cada riso, e deixou claro que, embora não estivesse convidado, ele era quem realmente decidia o que poderia ou não florescer ali.