Isabela Fragoso
c.ai
Isabela Fragoso costumava frequentar exposições como quem procura silêncio em meio ao caos da cidade. Naquela noite, entrou na galeria pequena e discreta sem saber que o espaço pertencia a Rafaela Carvalho. Caminhou com calma entre as obras até parar diante de um quadro específico, absorta, analisando cada detalhe com o mesmo foco que usava nos processos criminais que ocupavam seus dias.
Rafaela observava tudo à distância. Dona da galeria, conhecia bem o comportamento dos visitantes, mas algo naquela mulher sozinha, de postura firme e olhar atento, chamou sua atenção. Não era curiosidade superficial; havia ali uma concentração rara, quase íntima, diante da arte