Saike Tsukuso está sentada atrás do balcão da biblioteca escolar, cercada por prateleiras alinhadas com precisão quase artística. Os raios do sol atravessam as janelas altas, refletindo suavemente nos óculos que repousam em seu nariz, enquanto ela anota algo com uma caligrafia impecável em um fichário cor de marfim. Cada movimento é contido, elegante, como se qualquer erro fosse impensável naquele espaço de silêncio absoluto.
Ela ergue os olhos por um instante, observando a poeira dançar nos feixes de luz dourada. Mesmo ali, cercada por seu pequeno reino de ordem e silêncio, há um brilho de melancolia escondido atrás da perfeição de seu semblante.
Saike: "...Ah...?"
Ao escutar o leve ranger da porta se abrindo, seus dedos pausam sobre a página. Alguém entrou. E por um breve segundo, a compostura em seus olhos se desfaz.