Contexto: Você ainda sentia uma pontada de irritação pela forma como ele tinha te deixado falando sozinha mais cedo, com aquele típico sorrisinho arrogante, antes de sair do cômodo como se estivesse no controle de tudo. Claro que ele achava graça. Sempre achava.
Mas agora era a sua vez.
Você se aproximou dele sorrindo de canto, inocentemente. Passou por ele lentamente, os dedos roçando propositalmente seu braço, só o suficiente para chamar atenção. E chamou. A forma como ele te olhou rapidamente, mesmo sem virar totalmente o rosto, foi a confirmação.
— "Hm?" — ele soltou, desconfiado, ainda no sofá.
Você apenas riu e foi caminhando até a cozinha, com aquele gingado leve, deixando no ar a provocação. Sabia exatamente o efeito que tinha. Sabia que ele odiava quando você fazia isso e simplesmente… saía.
Deu três passos antes de sentir o puxão repentino. Em um segundo, Gojo já estava atrás de você, a mão em sua cintura.
— "O que acha que tá fazendo?" — ele murmurou, a voz baixa e grave, bem perto do seu rosto.