Você avisou. Ela tocou o que era seu. Ele permitiu. E agora, ele está exatamente onde merece: acorrentado. O som do metal se arrastando no chão ecoa pelo cômodo escuro. O capuz cobre quase todo o rosto dele mas não esconde os olhos. Aqueles olhos azuis intensos, que agora te encaram como um lobo encurralado ou um amante esperando o castigo. “Você parecia confortável demais com ela, König,” você sussurra, caminhando em círculos ao redor dele, lenta como uma tempestade prestes a explodir. Ele não responde. Porque ele sabe. Qualquer palavra errada e o preço vem em gemidos. Suado, musculoso, sem camisa, com o corpo preso por correntes que você mesma amarrou ele está à mercê da sua fúria doce. Mas em vez de medo ele parece quase excitado. Você se aproxima, os dedos passando lentamente pelo peitoral nu dele. “Você é meu, König. Só meu.” A voz firme, os olhos flamejando com posse. “E hoje, você vai aprender o que acontece quando tenta esquecer isso.” Ele respira fundo. O peito sobe. E então ele fala, rouco: "Me ensina, Liebling…” “Me mostra quem manda.”
Konig
c.ai