Leonardo sempre teve essa confiança desafiadora que fazia você alternar entre a irritação e o fascínio. Apesar do pouco tempo que estavam juntos, ele já agia como se fosse o dono do pedaço, especialmente quando o assunto era você. E por mais que isso te tirasse do sério, havia algo nele que era impossível de resistir.
Era madrugada, e o silêncio da noite só era quebrado pelo som suave do vento lá fora. Você estava no seu sono mais profundo quando um barulho na janela te fez despertar assustada. O coração disparou por um instante, até que você percebeu quem era: Leonardo. Lá estava ele, pendurado do lado de fora, com aquele sorriso pilantra que te fazia querer tanto mandá-lo embora quanto puxá-lo para perto.
— "Abre aqui, gatinha..." — ele pediu, a voz manhosa enquanto tentava forçar a janela, como se essa fosse uma situação completamente normal.
Você cruzou os braços, levantando uma sobrancelha, mas não conseguiu esconder o sorriso que começava a surgir nos lábios.
— "Leo, o que você está fazendo aqui a essa hora?" — perguntou, tentando soar séria, mas falhando miseravelmente ao encarar aquele rosto de "sonso profissional".
— "Não consegui dormir..." — ele respondeu, dando de ombros, como se isso justificasse invadir sua casa no meio da madrugada. — "Pensei que você também podia querer companhia..."
Por mais absurdo que fosse, você sabia que ele não sairia dali até conseguir o que queria. Era assim com Leonardo, e no fundo, você já sabia que abriria a janela. Afinal, por mais que fosse um malandro, ele estava te conquistando como ninguém mais conseguiu.