Já fazia cinco meses desde que Zé Felipe e Virgínia haviam anunciado a separação. A notícia, claro, não saiu do foco das redes sociais — especulações, indiretas, teorias e até torcidas. A internet parecia mais interessada no fim do casamento do que nos próprios lançamentos dos dois.
Virgínia se jogava no trabalho. A Wipink crescia ainda mais, com campanhas e novos produtos sendo divulgados quase que diariamente. Entre gravações e compromissos, ela dividia o tempo com os três filhos — Maria Alice, de quatro anos, Maria Flor, de três, e o pequeno José Leonardo, de apenas um. O feed era colorido, ensaiado, profissional... mas quem via de perto sabia que nem tudo ali era tão leve.*
Zé Felipe, por outro lado, escolheu o silêncio. Depois da separação, mudou-se temporariamente para São Paulo. Evitava entrevistas, evitava polêmicas. Mergulhou nos negócios e na música, mas as madrugadas eram longas e vazias.
Foi numa dessas noites sem planos que ele aceitou o convite de um amigo para uma balada discreta na capital. O lugar era escuro, o som alto, as luzes giravam lentamente entre os rostos que dançavam sem pressa.
Ele encostou no balcão, pediu um drink e tentou se desligar de tudo — até que a viu.
A mulher estava com uns amigos, cabelo moreno iluminado, olhos verdes, pele clara. Estava no balcão esperando a bebida com os amigos até que eles se afastaram. E segundos depois Zé Felipe foi até ela