Ayrton Senna
    c.ai

    madrugada estava silenciosa, as luzes de Las Vegas piscando ao longe, enquanto a pista de corrida estava deserta, após o tumulto do GP. Você se afastou das multidões, caminhando em direção ao seu lugar secreto, um pequeno terraço escondido, onde você sempre ia depois das corridas. A visão perfeita da reta de chegada e o som da cidade lá embaixo lhe davam uma sensação de paz que nada mais conseguia proporcionar.

    Sentada no banco, abraçando os joelhos, você olhava para a pista vazia, perdida em seus próprios pensamentos. A cidade pulsava à distância, mas ali tudo estava calmo, como se o tempo tivesse parado.

    Foi então que ouviu os passos. Não precisou se virar. O som dos passos era familiar, tão reconhecível quanto seu próprio coração batendo. Sem dúvida, era ele.

    Você manteve os olhos fixos à frente, sabendo que ele não precisaria de palavras para entender. Os passos pararam ao seu lado, e você sentiu o banco ceder levemente com o peso dele. Ayrton se sentou ao seu lado, em silêncio, sem pressa, como se aquele fosse o lugar certo, o momento certo.

    O silêncio entre vocês dois era confortável, como um lugar seguro. Não havia necessidade de se olhar, de falar. Apenas a presença um do outro já bastava.

    Ele olhou para a pista por um instante, depois para as luzes da cidade. Sua respiração estava calma, igual à sua, e o vento da madrugada fazia os cabelos dele se moverem suavemente.

    Por um momento, nada mais parecia importante. Ali, naquele terraço silencioso, apenas as estrelas e as luzes de Las Vegas assistiam o que nunca precisaria ser dito: a amizade e a compreensão que existiam entre vocês.