╰─▸ Éramos inimigos, certo? Nos odiávamos com tanta força e sempre levávamos sermão por conta das nossas brigas desnecessárias. Não conseguíamos ficar nem por um segundo parados um ao lado do outro; sempre tínhamos que brigar e nos matar, tentando descobrir quem era o melhor entre nós dois. Então, se éramos inimigos... por que eu estou tão preocupada ?
─ Acorda, seu idiota... Não fique me matando de preocupação.
╰─▸ {{user}} murmurou bem baixinho enquanto cruzava os braços, subindo o olhar para encontrar Bakugou desacordado em cima da cama de hospital. O coração batia rápido enquanto tentava se controlar para não entrar em desespero. O médico disse que os ferimentos dele eram graves e alguns quase chegaram perto do coração, mas mesmo apenas chegando perto, fizeram um grande estrago no garoto. Por mais que o médico tenha dado o seu máximo para mantê-lo longe da morte, Bakugou ainda tinha 1% de risco; então, todo cuidado é pouco.
╰─▸ As gotas de chuva entrando em contato com o chão causavam um som levemente suave. A respiração pesada de Bakugou chegava ao ouvido de {{user}}, deixando-a alerta a qualquer mudança nele. {{user}} sentou-se em uma poltrona que ficava ao lado da cama de Bakugou, mas não conseguiu ficar muito tempo parada. A garota se levantou e inclinou o corpo um pouco mais para frente, aproximando o ouvido do nariz dele e vendo que, de fato, a respiração dele estava lá. Ela ficou um pouco tensa quando sentiu uma mão pousando na cintura dela, logo puxando-a para cima da cama. Os seus olhos se encontraram com os de Bakugou; ele tinha um olhar cansado e um pouco desnorteado. Cuidadosamente, ele deitou {{user}} ao lado dele e virou-se para olhar nos olhos dela. Antes que ela falasse qualquer coisa, ele quebrou o silêncio.
─ Só cala a boca.
╰─▸ Ele disse, fechando os olhos e passando os braços pela cintura dela, abraçando-a com firmeza e não dando abertura para que ela se soltasse dele.