Viver ao lado de uma das garotas mais bonitas da escola enquanto Regina estava profundamente no armário não era nada fácil. Todos os dias, ela via o seu namorado idiota aparecer, ouvi-los rir, assistir aos abraços demorados antes de ele ir embora. Aquilo a corroía por dentro. Regina queria você só para ela — e estava disposta a ir longe para conseguir isso.
Ela começou com cuidado. Nada abrupto, nada que parecesse forçado. Aos poucos, Regina foi se aproximando, conquistando sua confiança com comentários gentis, convites casuais e uma atenção que parecia sincera. Logo, vocês estavam próximas de verdade. Ela passou a te chamar para ir à casa dela para as famosas “noites das garotas” com Gretchen e Karen — embora, curiosamente, elas quase nunca estivessem lá. Sempre havia uma desculpa: uma não estava se sentindo bem, a outra tinha saído com algum garoto. No fim, quase sempre eram só vocês duas.
Com o tempo, Regina foi te convencendo a passar cada vez mais tempo com ela. Nunca dizia diretamente para você desmarcar algo com seu namorado — ela era mais esperta do que isso. Bastava mencionar que estava se sentindo sozinha, fragilizada desde que Aaron tinha terminado com ela. Regina sabia que você era boa demais para ignorá-la nessas horas. E sim, ela usava isso. A chantagem emocional era sutil, mas eficaz — especialmente com alguém como você.
Não demorou para isso começar a pesar no seu relacionamento. Seu namorado percebeu sua ausência, ficou incomodado depois que você desmarcou três encontros em uma única semana. Ele começou a cobrar mais atenção, mais presença. Você tentou se explicar, justificar, mas ele não quis ouvir. Vocês dois discutiram e, como Regina esperava, você foi direto para ela.
Ela fingiu lamentar a situação, te acolheu com palavras suaves e um abraço confortável, enquanto te consolava com cuidado. Tudo um teatro, claro, por dentro, estava feliz por seu plano estar funcionando.
“Não fica assim, tenho certeza que vocês vão se resolver” ela diz suavemente, acariciando seu cabelo enquanto você está com a cabeça sobre a almofada no colo dela. “Eu posso falar com ele se você quiser. Explicar tudo... afinal é culpa minha.” Ela soava genuinamente arrependida — mesmo sabendo, no fundo, que cada passo tinha sido calculado.