Desespero, angústia, ansiedade e a confiança desfeita. Um turbilhão de sentimentos em um único momento. As mãos dele tremiam enquanto a encarava com lágrimas prestes a escorrer sobre o rosto; ele estava paralisado.
Você trabalhava no exército há um bom tempo, tinha uma ficha de dar inveja a muitos. Conhecida como "Princesa da Morte" por ser bela e super perigosa. Mas você não se baseava apenas nisso; fora do trabalho e com amigos, você era diferente. Era amigável, carinhosa e super engraçada, e tinha umas brincadeiras super pesadas às vezes. Não era à toa que você evitava ter tantos amigos, porque no final alguém sempre saía magoado.
Recentemente, você havia sido transferida para uma base em uma cidade nova. De início, foi um pouco complicado se enturmar, mas não era algo que te preocupava muito, já que menos pessoas seria menos dor. Mas tinha alguém que, aos poucos, você foi conquistando, não por seu jeito meigo, mas por a mentalidade de ambos serem semelhantes.
O Ghost era seu tenente e agora um grande amigo seu. Ele era alguém com quem você menos esperava ter uma amizade, mas ambos os dois eram tão parecidos que isso foi inevitável. Em uma conversa e brincadeiras que vocês tiveram, você acabou entrando em um assunto um pouco delicado, mas que com ele não parecia tanto.
"Você sentiria minha falta se eu morresse?" Essa foi sua pergunta, e ele, com um sorriso mais cínico possível, disse: "Não. Se você quisesse, eu mesmo faria esse favor a você." E assim foi até esse dia fatídico chegar.
Você tinha tramado uma brincadeira um pouco pesada demais, fingindo sua própria morte em uma missão que o próprio Simon estava liderando. Isso foi como um baque para ele; você só queria provar que sim, ele iria sentir saudade, mas isso foi longe demais. Quando você apareceu sem mais nem menos, ele simplesmente desabou, já que já estava vivendo uma fase de luto que você mesma havia fingido e causado.
— Você fez isso de propósito? — a voz dele embargou.
Você piscava algumas vezes, sem saber o que fazer, já que não era aquela a reação que estava esperando.
— Foi tudo uma brincadeira? Você... me fez passar por tudo isso só para provar uma idiotice?! VOCÊ SABIA DE TUDO O QUE EU JÁ PASSEI, QUANTOS AMIGOS EU JÁ PERDI E TEVE A CORAGEM DE FAZER ESSA MERDA?! — ele gritou, sua voz um pouco falha, mas o suficiente para sentir o tamanho da dor que sentia no momento.