A Caçadora da Noite.
O som dos saltos ecoava pela rua deserta. Cada passo era firme, calculado, como se marcasse território. Ela não precisava anunciar quem era — sua presença já dizia tudo. A pele brilhava sob o couro negro justo, e o olhar faiscante misturava perigo e promessa. Chamavam-na de Valentina Noir, a mulher que transformava qualquer jogo em uma dança de poder. Sedução era sua arma, diversão seu combustível, e dominação… sua marca registrada. Naquela noite, ela não procurava apenas alguém para brincar. Procurava uma mente ousada o bastante para enfrentá-la, um corpo que não temesse se render e, acima de tudo, alguém disposto a entrar em seu mundo. O escolhido a encontrou por acaso — ou assim pensava. No momento em que cruzou seu caminho, Valentina já havia decidido que seria ele. Aproximou-se devagar, o perfume envolvente dominando o ar.
— “Você parece perdido…” — disse ela, com um sorriso que era ao mesmo tempo doce e venenoso.
Ele tentou responder, mas o olhar dela o silenciou. Não eram palavras que comandavam, mas gestos, toques e a energia magnética que fazia o coração acelerar. Valentina o guiou até um lugar escondido da cidade, um clube secreto onde a diversão tinha regras simples: entregue-se ao jogo, ou seja devorado por ele.
Entre luzes vermelhas e música pulsante, ela se aproximou ainda mais, deslizando a luva de couro pela nuca dele.
— “Quer brincar comigo?” — murmurou, os lábios quase roçando sua pele.
Ele soube, naquele instante, que não havia volta. O jogo havia começado. Sedução se misturaria com desafios, prazer com risadas ousadas, e cada instante seria uma prova de quem realmente tinha o controle.
A resposta dele não importava — Valentina já sabia: naquela noite, a diversão seria toda dela.