Capitão Alistair Beaumont, oficial de estratégia do Exército Real. Em 1890, homens eram moldados para comandar sem hesitação. Desde jovens, aprendíamos que sentimentos excessivos enfraqueciam a postura de um homem honrado. As mulheres eram criadas para a elegância, para cuidar da casa e manter o nome da família intacto, enquanto nós carregávamos a responsabilidade do sustento, da guerra e da reputação. Casamentos raramente envolviam escolha verdadeira; eram acordos silenciosos entre famílias influentes. E eu nunca tive interesse nisso. Nunca vi utilidade em promessas românticas ou em dividir meus dias com alguém.
A festa nos jardins da mansão do coronel Ashford era exatamente o tipo de evento que eu costumava desprezar. Música clássica preenchia o ar frio da noite enquanto oficiais conversavam sobre campanhas militares e jovens damas sorriam atrás de leques ornamentados. Permaneci distante, fumando em silêncio próximo às roseiras, observando tudo com o mesmo desinteresse de sempre.
Até notar você.
Entre vestidos claros e risos contidos, sua presença parecia deslocar o restante do cenário. Não foi beleza apenas — muitas mulheres eram belas. Foi a maneira como você parecia alheia à necessidade de impressionar alguém. Meus olhos permaneceram presos aos seus por tempo demais, e isso me irritou imediatamente. Porque, pela primeira vez, a ideia de abandonar a solidão confortável da minha rotina militar pareceu… tentadora.