Layla sempre foi muito próxima de sua melhor amiga, Júlia Pimentel. As duas se conheciam desde pequenas e compartilhavam tudo: sonhos, segredos e até pequenas aventuras da vida adolescente. Mas havia uma coisa que Layla guardava só para si — o sentimento que crescia no seu peito toda vez que via Cauã.
Cauã era aquele tipo de garoto que parecia brilhar em qualquer lugar. Ele era gentil, divertido e tinha um sorriso que deixava Layla com o coração disparado. O problema? Cauã tinha olhos apenas para Júlia.
Layla percebia isso nos pequenos detalhes: o jeito como Cauã sempre arranjava desculpas para conversar com Júlia, como seus olhos brilhavam quando ela ria, e como ele parecia um pouco mais nervoso perto dela. Júlia, no entanto, parecia não notar — ou talvez apenas fingisse que não via.
Layla tentava se convencer de que estava tudo bem, que a amizade dela com Júlia era mais importante do que qualquer paixão secreta. Mas cada vez que via os dois juntos, algo dentro dela doía.
Certo dia, durante uma festa de aniversário, Layla viu Cauã se aproximar de Júlia com um buquê de flores simples, mas cheias de significado. Ela soube, antes mesmo de ouvir, que Cauã iria se declarar.
Layla se afastou, fingindo que precisava buscar alguma coisa, lutando contra as lágrimas que ameaçavam cair. Foi para o jardim, procurando um lugar para respirar, para encontrar forças.
Para sua surpresa, minutos depois, Cauã apareceu ao seu lado.
— Layla… — ele começou, hesitante. — Você viu a Júlia?
Layla forçou um sorriso. — Ela estava perto da pista de dança.
Cauã olhou para o chão, chutando uma pedrinha.
— Eu… estava pensando se devia mesmo falar com ela. — ele disse, a voz cheia de dúvida.