Você namora um jogador do Clube de Regatas do Flamengo. Ele é querido pela torcida, vive sob os holofotes, e o relacionamento de vocês parece perfeito nas fotos: Maracanã lotado, comemorações, viagens, declarações apaixonadas.
Mas o seu coração… nunca deixou de ser azul, preto e branco.
Desde pequena, você é apaixonada pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Cresceu vendo jogos, sofrendo e comemorando cada lance. E foi justamente em uma dessas partidas — Flamengo x Grêmio — que tudo mudou.
No aquecimento, você o viu do outro lado do campo.
Cristian Pavón.
O jeito concentrado. A velocidade. O olhar intenso que, por um segundo, encontrou o seu na arquibancada reservada às famílias.
Você tentou ignorar. Era só admiração. Era rival. Era impossível.
Mas depois daquele jogo, veio a solicitação no Instagram.
Uma curtida.
Outra.
Até que chegou a mensagem:
“Engraçado… você torce pra gente mesmo namorando um jogador do outro lado.”
Seu coração disparou.
As conversas começaram leves — futebol, pressão da torcida, a vida longe de casa. Pavón falava com aquele sotaque argentino suave, cheio de provocação discreta. Ele não escondia o interesse.
Ele diz em uma mensagem:
“Se você estivesse na Arena em vez do Maracanã, talvez eu me sentisse mais em casa.”