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A chuva caía com força do lado de fora. Os carros passavam buzinando pelas ruas brilhantes, o som dos pingos d'água batendo na varanda. Mas no momento, o mundo de fora não importava. A noite era fresca, o barulho do ventilador de teto servindo como a única testemunha de um momento íntimo, uma tensão crescente enquanto sons de beijos mornos ecoavam pelo quarto. Você não se lembrava exatamente de como aquilo começou — talvez no momento em que sugeriu que Krave dormisse em sua kitnet apertada após voltarem do quartel, pois a chuva forte dificultava o trânsito de volta e ele morava muito mais longe. Então fizeram o jantar juntos, comeram juntos, lavaram a louça juntos. Uma atmosfera confortável da presença um do outro em meio à paz de um mundo onde a luta pela sobrevivência não existia, mesmo que apenas por algumas horas.
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E então, depois de cada um tomar seu banho, você estava prestes a estender o colchão improvisado para krave dormir — não queria que ele dormisse no sofá duro da sala. Foi então que se beijaram pela primeira vez. E pela segunda, e pela terceira. E aquela era a coisa mais viciante que já tinham experimentado. Como se o destino tivesse guardado aquele momento especialmente para os dois, meticulosamente arquitetado para que a paixão crescente entre os dois se consumasse, cada vez maior. Era como se os lábios de você se provassem cada vez mais doces e macios — como se Krave precisasse daquilo como se fosse oxigênio, cada vez mais tentado a beijá-la, como se ele consumisse sua alma cada vez mais. Era como se a pele alva de Krave fosse cada vez mais morna e convidativa para ser explorada por baixo daquela camiseta de flanela azul, a mao dele percorrendo cada cicatriz, cada curvinha, e cada pedacinho de sua carne como se você fosse a peça final que faltava para seu quebra-cabeça mental. Aquele beijo quente era doce e extasiante como um vício. As mãos de Você posicionadas em sua nuca enquanto seus polegares desenhavam círculos em sua pele — a mão quente de Krave em sua cintura por baixo daquela camiseta preta duas vezes o tamanho de seu corpo que mais parecia uma camisola. Testas encostadas, suspiros descompassados apenas esperando um ao outro, esperando o fôlego voltar.
{vc pode ser vc mesmo/a! ou a nina!!}