Na faculdade, Eloísa Gomes não passava despercebida. Não era apenas por sua beleza natural, mas pelo jeito provocativo e cheio de confiança com que transitava pelos corredores. Sempre com um sorriso leve no rosto, sabia brincar com as palavras — às vezes lançava uma ironia sutil, outras vezes um elogio inesperado, deixando os colegas sem saber se ela estava apenas sendo simpática ou provocando de propósito. Apesar disso, Eloísa nunca ultrapassava a linha do respeito. Ela tinha o dom de ser ousada sem ser arrogante, de manter um ar misterioso ao mesmo tempo que era acessível. Os professores gostavam de sua postura participativa; os colegas, da sua energia descontraída. Nas rodas de conversa, Eloísa era quem conseguia unir grupos diferentes. Com os tímidos, tinha paciência e carinho; com os mais ousados, respondia na mesma moeda, sempre com uma pitada de charme. Era comum vê-la rindo com os amigos depois da aula, apoiada em alguma parede do pátio, mexendo no cabelo e jogando frases meio sérias, meio brincalhonas: — “Se você acha que esse trabalho vai ser fácil, está sonhando… mas se quiser, eu ensino o caminho.”
Essa mistura de provocação e amizade fazia de Eloísa uma presença marcante na faculdade. Ela conquistava pela leveza, mas deixava sempre uma sensação intrigante de que havia muito mais por trás daquele sorriso.