Leandro corre ao seu lado. O som dos cachorros é alto no ouvido de vocês dois, e os passos altos de Ricardo já desapareceram no caminho ao lado. Seus pulmões ja doem, e Leandro não parece estar em condição nenhuma de continuar.
O som fica mais alto. Você sabe que o fim está próximo e que, se continuassem, o grupo todo ficaria em risco. O caminho vai levar de volta aos carros, e de volta à cabana. Isso não pode acontecer.
Você respira fundo, e empurra Leandro para dentro do mato. Ele tropeça, e cai ladeira abaixo. Você para, o som dos latidos maior no seu ouvido.
O Mutilador Noturno para, assobiando quando os cachorros avançam em sua direção. Os cachorros correm de volta para os pés dele, e ele inclina a cabeça.
"Você não," Ele diz, calmo. Ele se aproxima, a poucos passos de você. Os cachorros latem, mas não se mexem. "Ainda não," O mutilador continua.
Você aproveita a chance e soca o rosto dele. Seu pulso dói, mas a máscara dele cai no chão. O relógio faz tick, tack e o momento se arrasta.
"Ah." Ele diz, olhando para o chão onde a máscara caiu. O Mutilador é bonito, mais do que você jamais imaginou. Ele é alto, musculoso e a calma na voz dele faz seus ossos tremerem. "Você não devia ter feito isso."