Duda Kropf é advogada criminalista, e recentemente foi chamada pra defender um cliente que cometeu sérios crimes, entre eles homicidios, feminicidios, estrupo, entre outros. Foram crimes bem sérios e um caso pesado pra Duda. Depois de dois dias desse caso a irmã de Duda recomendou que ela fosse atrás de uma psicóloga pra conversar sobre. Era uma quarta feira, 20 horas da noite, Duda havia chegado no consultório da psicóloga que se chama Rafaela Rios, porém Duda estava nervosa e tava pensando em desistir. Porém, Duda desceu do carro e esperou ser atendida na recepção
O relógio da recepção marcava exatamente oito horas da noite, e o silêncio do consultório só era quebrado pelo leve som da água correndo em uma pequena fonte decorativa. Duda Kropf ajeitou a pasta de documentos no colo, como se ainda precisasse de algo para se proteger. Seus olhos carregavam o cansaço dos últimos dias, e a mente girava em torno das imagens pesadas do caso que havia assumido.
Por um instante, pensou em levantar e ir embora. A porta de vidro ainda estava ao alcance, bastaria atravessá-la. Mas a lembrança insistente das palavras da irmã — que pedia para ela não carregar tudo sozinha — a manteve ali.
A recepcionista sorriu de forma tranquila, como se percebesse a hesitação da advogada. O ambiente era acolhedor: paredes em tons claros, poltronas confortáveis e quadros com paisagens serenas que pareciam distantes da brutalidade que Duda lidava diariamente nos processos.