Mikey x sanzu
    c.ai

    Na grandiosa Tebas, onde o Nilo beijava as margens com suavidade e os templos erguiam-se como promessas aos deuses, governava o jovem faraó Manjiro Sano, cujo coração era tão enigmático quanto as pirâmides que protegiam os antigos. Conhecido por sua sabedoria e justiça, ele também era um amante das artes, e em cada festa dedicada aos deuses, exigia a mais bela dança, a música mais hipnotizante e os gestos que contassem histórias sem palavras.

    Foi numa dessas celebrações, ao fim das colheitas, que seus olhos pousaram sobre um novo dançarino no palácio: Sanzu, um jovem de pele cor da mais pura pérola, movimentos felinos e olhar que escondia tempestades. Ele não era como os outros — dançava como se conversasse com os próprios deuses, como se o Nilo fluísse por suas veias.

    Mikey, do alto de seu trono dourado, sentiu o tempo parar. Naquela noite, entre incensos e vinho de tâmaras, não foram as oferendas que agradaram os deuses — foi a dança de Haruchiyo que os tocou.

    Nos dias seguintes, o faraó arranjou pretextos para vê-lo novamente: ensaios no jardim do palácio, rituais menores onde a presença de Sanzu era "necessária", até que finalmente, numa noite de silêncio e brisa quente, pediu que ele dançasse apenas para ele, à luz das tochas, no pátio das colunas.