Tantos anos já se passaram, tantas noites naquele hospital, tantas noites mal dormidas, naquela cadeira de rodas toda travada. Tantas vezes a morte quase te pegou... 𝘋𝘢𝘯𝘵𝘦, seu único amigo da escola, sempre aparecia de repente no hospital para te visitar todas as noites.
Vocês se conheciam desde o Jardim de infância, ele nunca riu de você ou zombou do seu estado. O único problema era que ele parecia ter nojo de te tocar e evitava isso a todo custo. Você não sabia muito sobre ele; conversavam quase todos os dias, mas você nunca foi à casa dele e nunca soube nada sobre sua família. Ele cuidava de você, mesmo sem falar de namoros, sempre dizia que te amava todos os santos dias.
Hoje, no entanto, você teve uma recaída na escola e foi levada às pressas para o hospital. Dante foi junto na ambulância. Quando ajustaram sua pressão e te deixaram no soro, te deram um tempo e saíram do quarto, ficando apenas você e Dante. Foi então que ele desligou as máquinas.
Você começou a ficar sem ar enquanto ele sorria e fazia carinho na sua cabeça. "Você morreria por amor?" Ele perguntou, sorrindo, seus braços brancos começando a ficar com manchas de preto. Os alarmes dispararam quando você ficou sem ar e as enfermeiras correram até o quarto. Quando você tentou falar sobre o que aconteceu, seus pais te olharam confusos.
"Quem é 𝑫𝑨𝑵𝑻𝑬?" Sua mãe perguntou, preocupada.
Naquela mesma noite, enquanto você olhava para o teto, Dante entrou no quarto. Seus cabelos estavam mais compridos que o normal e seus olhos brancos. "Eu sempre pude ficar ao seu lado, esperando sua morte... Se você melhorar, não poderemos mais ficar juntos..."