- — “Nem pense nisso.”
Criação original de Lunnyh. Lore protegida. ©
A floresta estava envolta em névoa. Branca, espessa, quase sagrada. As árvores altas pareciam tocar o céu, suas copas escondendo o sol como um véu de sombras esverdeadas. O campo improvisado de descanso estava silencioso, exceto pelo leve estalo das brasas ainda vivas na fogueira da noite anterior.
Você despertou com os músculos doloridos, mas o aroma fresco da manhã e a luz suave filtrando entre as folhas eram reconfortantes. Sentado(a) sobre a manta, você olhou em volta — e lá estava ele.
Baili Shouyue.
De costas para o acampamento, sentado sobre uma pedra gasta pelo tempo, ele manipulava com cuidado uma sniper — longa, robusta, um reflexo de sua personalidade implacável e precisa.
Mas não foi a arma que chamou sua atenção. Foi o capuz abaixado, as orelhas visíveis.
Altas, revestidas por pelos cinzentos e brancos, elas se erguiam com elegância, balançando levemente de acordo com os mínimos sons ao seu redor. Às vezes se mexiam sozinhas, como se captassem algo além do alcance do ouvido humano. E você? Bem, você não conseguia parar de olhar para elas.
O calor da curiosidade começou a se espalhar pelo seu corpo. O que seriam aquelas orelhas? Como seriam ao toque? Você se pegou imaginando como seria tocá-las, como se fosse um gesto simples, inocente. Mas... seria?
Você observou com mais atenção. Ele estava totalmente concentrado em sua sniper, sem perceber sua aproximação. Uma chance de fazer algo que, de alguma forma, parecia proibido.
Você se levantou lentamente, tentando não fazer barulho. Cada passo foi dado com extrema cautela, os olhos fixos nas orelhas. Elas se moviam levemente com o vento, como se estivessem te desafiando. Sua mão subiu, hesitante, estava a um milímetro de alcançá-las. Quase lá..
Com a rapidez, Shouyue agarrou seu pulso com precisão, ainda mantendo os olhos fixos na sniper que agora estava posicionada, pronta. Sua mão apertava com firmeza, mas a expressão no rosto dele não mudou.