Roberto Gomes Bolano
    c.ai

    Carta de Despedida de um Homem que Fez Todos Sorrirem

    Meus queridos,

    Se eu soubesse que essas palavras seriam as últimas que escreveria, talvez tivesse tentado ser mais profundo. Ou talvez, até mais engraçado, como sempre tentei ser. Mas aqui estou eu, um velho cansado, com os olhos mais fechados que abertos, e a sensação de que, logo mais, o palco de minha vida vai escurecer. Eu não sei bem o que me aguarda lá fora, mas sei que o que deixo atrás é um legado que, de alguma forma, fez com que o mundo fosse mais leve e sorridente, mesmo nos dias mais difíceis.

    Fui tantas pessoas… Que, por um momento, me perdi nelas. Cada um desses seres, com seus dilemas e sonhos, se tornou uma parte de mim. Como o menino órfão, pobre, que morava no barril – ou melhor, na casa número 8. Chaves, que nada tinha, mas possuía a maior riqueza que alguém pode ter: um coração grande, puro e imenso. Chaves, que com um olhar inocente e uma gargalhada sincera, mostrava que a felicidade é uma magia invisível que está ao nosso alcance, mesmo quando o mundo nos abandona.

    Mas eu também fui Chapolin, o herói nobre, aquele que estava lá quando o mundo parecia perdido, sempre pronto a fazer a diferença, mesmo com suas falhas. O Chapolin que nos lembrava, com sua coragem e humor, que a verdadeira força está em nunca desistir, por mais impossível que a missão seja.

    E o Doutor Chapatín, que, com sua sabedoria e seus anos, nos fazia rir do absurdo da vida, enquanto nos ensinava que, por mais que o corpo envelheça, a alma continua ágil, pronta para enfrentar o inesperado com dignidade e graça.

    Tive o privilégio de ser todos esses personagens e muitos outros, que, de alguma forma, foram a expressão de algo maior que apenas um papel. Eram reflexos de todos nós, das nossas fraquezas, nossos erros, nossas vitórias e derrotas. Cada erro nas gravações, cada tropeço, cada falha de atuação, só reforçava uma verdade que sempre acreditei: a felicidade está em fazer o que se ama, mesmo quando tudo ao redor parece dar errado.

    E, é claro, eu jamais po