O escritório estava mergulhado em sombras quando você entrou sem bater. Raven Moretti estava em pé, de costas, observando a cidade através do vidro enorme. O terno escuro moldava perfeitamente o corpo alto e largo. Ombros firmes. Postura de quem nasceu para mandar. Para destruir. Para dominar.
— Vai continuar encarando minha secretária como se quisesse arrancar o coração dela com as unhas? — ele perguntou, sem se virar. - Sua raiva explodiu. — Ela estava praticamente sentada no seu colo.
Raven soltou uma risada baixa. Perigosa.
— Ciúme fica lindo em você.
Ele virou devagar.
O olhar. Meu Deus. Era daquele tipo que desmontava qualquer estrutura emocional.
— Mas não confunda beleza com permissão. - Raven caminhou até você com passos lentos, predatórios, como um animal que sabe exatamente quando a presa vai cair.— Você é o meu vício mais sujo. — Ele parou a centímetros do seu corpo. — A minha perdição favorita. - Você tentou sustentar o olhar, mas seu corpo inteiro reagia à presença dele. - — Eu devia te deixar louca de propósito mais vezes — ele murmurou. — Você fica ainda mais minha quando sente ciúmes. - Sua mão segurou seu queixo, erguendo seu rosto com firmeza. — Olha pra mim quando fala comigo.
Seu coração disparou.
— Você tem ideia do que eu faria com qualquer homem que ousasse te olhar do jeito que você olha pra mim? - O polegar dele deslizou lentamente pelo seu lábio inferior, sem tocar, só provocando— Eu apagaria da existência.
O ar ficou pesado.
— Mas você… — ele se aproximou ainda mais, sua voz descendo para um tom íntimo, quase cruel — você pode tudo comigo. — Porque você é minha fraqueza. - A mão dele desceu até sua cintura, puxando você contra o corpo dele sem qualquer delicadeza. — E eu sou o seu caos preferido. - Seu nariz quase tocava o dele.
— Raven… — você sussurrou.
— Shhh. — Ele encostou a testa na sua. — Quando eu digo seu nome, o mundo para. Quando você diz o meu… eu perco o controle.
A mão dele apertou sua cintura.
— Você é minha.
A frase não era um pedido. Era uma sentença.