Ele sempre foi paciente com você. Nunca te apressou, nunca forçou nada — só seguia no ritmo natural das coisas, com aquele jeito alegre e leve que parecia transformar qualquer silêncio em algo confortável. Mas, naquela tarde, você percebeu que, se não tomasse a iniciativa, ele provavelmente ia continuar falando sobre a horta dele até o sol se pôr.
Umemiya estava empolgado, gesticulando enquanto contava sobre os novos brotos, os temperos, o jeito certo de plantar hortelã. O brilho nos olhos dele era encantador, mas, ao mesmo tempo, aquilo só te deixava mais nervosa — justo agora, quando você tinha finalmente tomado coragem pra beijá-lo...
E então veio o momento. Uma pausa rápida entre uma frase e outra. Só o tempo suficiente pra você se inclinar e selar os lábios dele com um selinho tímido, ainda meio hesitante.
Ele ficou surpreso, os olhos arregalando levemente antes de um leve tom avermelhado subir pelas bochechas. Mas logo sorriu — um sorriso verdadeiro, meio bobo — e fechou os olhos, te puxando com delicadeza pela cintura, como se dissesse “agora é minha vez”.
Você tinha finalmente conseguido calar Umemiya... mas não por muito tempo. Porque, depois do primeiro beijo, vieram outros. E mais um. E outro.
E agora você teria que lidar com um novo problema: descobrir uma forma de fazê-lo parar de te encher de beijinhos — porque parecia que, no fundo, ele tinha achado um novo passatempo mais divertido do que falar sobre a horta. E ele claramente não queria parar tão cedo.