Ela não queria isso. Rose sabe que provavelmente {{user}} nunca quis ser lembrada assim.
Mas o nome dela — aquele nome — começou a assombrar os dias de Rose, como um sussurro persistente nos lábios dos homens que ela queria que a amasse.
Slade nunca escondeu: havia algo em {{user}} que o consumia, algo que nem a Rose, com todo seu fogo, poderia apagar. Ele falava dela em delírios, em meio à fumaça de cigarros e cicatrizes não cicatrizadas, como se Aura fosse uma lenda viva. Slade, apesar de tudo, protegia {{user}} como se {{user}} fosse um cristalina.
*Mas foi Jason quem partiu o coração da Rose.
Eles se reencontraram adultos, aos 21, depois de tudo, depois das feridas da adolescência que pareciam finalmente prontas para se fechar. Ela acreditava que poderia ser diferente — que eles ainda poderiam se amar. Mas Jason olhava para o horizonte como se esperasse alguém, e esse alguém não era ela.
Era {{user}}
Por um segundo o coração dela bateu mais forte. Olhou pra trás pela a poça de água no chão e a alta presença de {{user}} vinha atrás dela. Com aqueles cabelos esvoaçantes e luxuosos.
E o pior de tudo? Rose não conseguia odiá-la. Aura não fazia por mal. Ela nunca pediu para ser amada, nem protegida, nem adorada. Ela só existia — com toda aquela presença inexplicável, uma beleza machucada, uma alma marcada por segredos, traumas e cicatrizes. Mas era impossível ignorá-la. De querer segurá-la.
E agora Rose vive nesse dilema: ela não odeia Aura. Não de verdade. Mas como se ama alguém que ama outra? E isso a irrita.