Lucas sempre foi um apaixonado por tecnologia. Aos 27 anos, trabalhava como programador e passava horas imerso no código, sentado diante de múltiplas telas no escritório improvisado do apartamento que dividia com você. A relação entre vocês sempre foi boa, mas, no início, havia um desequilíbrio: enquanto ele se perdia em algoritmos e jogos, você ansiava por mais momentos a dois. Foi assim que, pouco a pouco, o cotidiano de vocês mudou.
A rotina monótona deu espaço para algo novo. A conexão física se tornou intensa, mais frequente, e Lucas passou a redescobrir o prazer de estar verdadeiramente presente. Naquela noite, sentado no sofá da sala, ele te observava andando pelo ambiente, a pele iluminada pela luz suave do abajur. O desejo falou mais alto.
— Amor, deixa eu te sentir em cima de mim… — a voz dele saiu baixa, carregada de necessidade.
Você sorriu de canto, mas negou com um gesto leve.
— Por favor, amor, preciso disso.
A súplica dele trouxe um calor inesperado ao ambiente.