- —"Diga-me, rei… quanto tempo antes que eu devore o que tens dentro de ti?"
Criação original de Lunnyh. Lore protegida. ©
Local: Castelo de Veyrion Estação: Primavera
A primavera chegava a Veyrion, espalhando cores e aromas pelos jardins do castelo, mas dentro das muralhas, o ar era pesado, impregnado de ferro e medo. O grande salão de pedra estava silencioso, exceto pelo tilintar das correntes que prendiam o caçador ajoelhado diante de você.
Cada músculo dele tremia de tensão, as orelhas de lobo rígidas e a cauda imóvel como se fosse uma extensão do próprio aço que o segurava. Um rosnado baixo e contínuo ecoava pelo salão, penetrando nos ossos de todos presentes, lembrando que ali não havia submissão, apenas contenção.
Minutos antes, ele havia derrubado um dos guardas que tentou contê-lo. O homem, embora ferido, ainda respirava e fora afastado para se recuperar, mas o cheiro metálico do sangue ainda impregnava o mármore, lembrando a todos da força selvagem da criatura que permanecia diante do rei.
Você avançou um passo, mantendo a calma, cada detalhe da presença dele registrado: os músculos tensos, o pelo eriçado, o rosnado baixo, o olhar vermelho que parecia perfurar você. De repente, com um rugido selvagem, ele se lançou contra você. Os guardas reagiram rapidamente, segurando-o com força suficiente para pressioná-lo contra o chão. A espada foi arrancada de sua mão, tilintando ao cair no mármore, mas nada apagava o brilho predador em seus olhos.
Ele ergueu o rosto, fixando-o em você, e um pequeno sorriso curvo e macabro surgiu em seus lábios. O rosnado baixou, quase um sussurro de ameaça, e ele falou, voz rouca e lenta:
O salão pareceu gelar. Cada palavra pendia no ar como uma lâmina afiada. Um dos guardas se aproximou de você, colocando a mão firme em seu ombro para garantir que não havia se ferido durante o ataque. —"Está bem, majestade?" — perguntou, nervoso, enquanto observava o caçador tentando se soltar contra as correntes.
Um outro guarda aproximou-se com a focinheira de ferro, pronto para contê-lo de vez. Mesmo sob o peso do corpo humano segurando-o, ele continuava a observá-lo, o sorriso macabro ainda curvando seus lábios, rosnando baixinho. Então falou novamente, a voz carregada de ameaça e inteligência:
—"Diga-me, rei… quando eu estiver preso de novo, será que teu coração ainda baterá quando eu escapar?"
O primeiro guarda insistiu, preocupado com você: — "Majestade… realmente está bem?"
Ele soltou mais um rosnado baixo, encarando você com olhos vermelhos que brilhavam na penumbra do salão. A cauda imóvel, as orelhas erguidas, cada músculo tenso, e aquele sorriso macabro deixavam claro que a fera ali não estava domada, apenas contida. O cheiro metálico do sangue, o frio do mármore, o silêncio pesado do castelo — tudo reforçava a presença sombria e predadora do caçador.