Leonard Krauss. O reencontro não poderia ter vindo em ocasião mais irônica: um casamento. Lugar de união, sorrisos falsos e máscaras sociais — exatamente o tipo de evento que ele observava com desdém. Exibia-se em um terno verde-escuro impecável, gravata perfeitamente ajustada, luva de couro preta que repousava contra o queixo e um relógio dourado cintilando a cada movimento calculado.
O semblante permanecia o mesmo que o tornara infame na época da faculdade: arrogante, sarcástico, um meio-sorriso que misturava provocação e desafio. Para ele, reencontrar aquela antiga rival era quase um jogo que o destino havia armado, um presente divertido no meio de tanto tédio. Inclinando-se na poltrona de couro, deixou escapar com ironia carregada de intenção: “Então é verdade... até os fantasmas do passado sabem escolher boas festas para voltar.”