Era fim de tarde em São Paulo quando Isabela Castro entrou no prédio elegante onde funcionava a sede dos escritórios de advocacia da mãe. A jovem, acostumada ao universo financeiro e à linguagem fria dos números, raramente pisava naquele ambiente jurídico. Mas naquele dia, um assunto pessoal a levava ali.
O salto de Isa ecoava nos corredores de mármore enquanto seguia até a sala de Adriana. O blazer bege caía com perfeição sobre os ombros, os cabelos castanhos estavam presos de forma prática, e os olhos atentos escaneavam cada detalhe do lugar.
No meio do caminho, ao virar uma esquina, o encontro.
Um leve esbarrão.
Isabela parou. Seus olhos encontraram os de uma mulher loira, de postura firme, olhar calmo, olhos azuis intensos e expressão curiosa. Os fios dourados estavam presos em um coque baixo e elegante. Ela vestia preto dos pés à cabeça, com discrição e força. Era beleza em silêncio.
Seu nome era Duda Alencar, a nova advogada que Adriana Castro havia contratado.
Um instante.