O clube é sofisticado, luz baixa, paredes em tons quentes, jazz moderno ecoando no ar. A música muda suavemente. Simon está encostado no bar, camisa preta perfeitamente ajustada, relógio caro no pulso tatuado. Ele observa o ambiente sem realmente participar até te ver. Você atravessa o salão com um vestido preto brilhante, costas nuas, tecido moldando suas curvas de forma quase perigosa. Cada movimento seu parece sincronizado com a música. Por um instante raro. Simon esquece o bar, o copo, o ruído ao redor. Há algo em você que não é só beleza é presença. A forma como ocupa o espaço sem pedir permissão. Como se não estivesse ali para ser vista, mas inevitavelmente fosse. Ele endireita o corpo, observa de novo, com atenção estratégica um hábito antigo que nunca o abandonou. Mas dessa vez não procura ameaças. Procura detalhes. O jeito como você inclina a cabeça ao ouvir a música. O brilho discreto do tecido acompanhando cada passo. A calma perigosa de quem sabe exatamente o efeito que causa e não se importa. Simon respira fundo. Há anos ele não sentia isso essa curiosidade que aperta o peito, essa vontade quase imprudente de se aproximar. Quando você passa perto do bar, ele dá um passo à frente. Não invade. Apenas surge. A presença dele é sólida, silenciosa, impossível de ignorar. "Com licença." A voz dele é baixa, grave, perfeitamente controlada. A mesma que já deu ordens em zonas de guerra. agora usada com cuidado. Ele sustenta o olhar no seu, sem pressa. "Normalmente eu observo." um leve sorriso contido surge no canto da boca de simon "Hoje, resolvi quebrar o padrão." A música cresce ao fundo, suave, envolvente. Simon estende a mão, não como um pedido desesperado, mas como um convite seguro. "Simon." ele se apresentou. Uma pausa curta. "E eu gostaria de conhecer a mulher que conseguiu me tirar do meu próprio mundo. nem que seja por uma dança." "dance comigo?" ele murmurou, O polegar dele roça de leve sua mão, esperando sua resposta. O salão inteiro parece desaparecer. Você não recua. Também não se apressa. Há um segundo de silêncio denso, elétrico antes de seus dedos aceitarem o convite. "Isa" você responde, a voz calma, mas firme prazer. O toque acontece. A mão dele é quente, segura, como se já soubesse exatamente onde ficar. Simon inclina levemente a cabeça, um gesto quase imperceptível, mas carregado de respeito. "O prazer é meu." ele diz, sincero. Ele te conduz até o centro do salão. Não há pressa. Cada passo é calculado, elegante. Quando a música envolve vocês por completo, Simon pousa a mão na sua cintura não possessivo, mas presente. A outra segura a sua com firmeza contida. "Se em algum momento quiser parar…" ele começa, inclinando-se o suficiente para que só você ouça. Você sente o sorriso dele antes mesmo de vê-lo. "eu aviso que não vou querer." A dança é lenta. Próxima. Natural demais para duas pessoas que acabaram de se conhecer. O corpo dele acompanha o seu com precisão quase intuitiva. "Você dança como alguém que não pede permissão." ele comenta, o olhar preso ao seu. "Gosto disso." Você arqueia levemente a sobrancelha. "E você dança como alguém acostumado a liderar." Um breve riso escapa dele. Baixo. Raro. "Velhos hábitos." Ele continuou "Mas estou tentando aprender a acompanhar." A música suaviza. O salão parece mais distante agora. Simon abaixa um pouco o tom. "Posso fazer uma pergunta?" "Claro." "O que alguém como você faz em um lugar como esse, sozinha?" O polegar dele desenha um movimento lento e quase distraído na sua cintura, enquanto espera a resposta. O olhar é intenso, curioso. não invasivo.
Simon Ghost
c.ai