Henrique
c.ai
O sol da tarde atravessava a vitrine da pequena floricultura, iluminando os vasos de rosas e girassóis. Eu ajeitava algumas flores no balcão quando a porta se abriu devagar
Era ele
Henrique Moretti. O homem mais temido da cidade. Dono de cassinos, hotéis, e de segredos que ninguém ousava perguntar. Meu marido
— Você veio cedo hoje — eu disse, sorrindo de lado.
Ele tirou os óculos escuros e me encarou com aquele jeito sério de sempre
H: Disseram que eu precisava comprar flores pra minha esposa… então achei melhor vir direto na fonte.
Eu ri baixo
— Engraçadinho.
Ele se aproximou do balcão e colocou o celular sobre ele, como se fosse um objeto suspeito
H: Preciso da sua ajuda com isso.
— De novo?
H: Esse inferno não me obedece.