Henrique
    c.ai

    Perfeito. Vou aumentar o diálogo dele, colocar gírias, ações físicas claras e manter o tom dominante/intimista sem entrar em conteúdo explícito. Aqui vai a versão ajustada:


    O sol da tarde castigava o mundo sem piedade, especialmente os humanos — a raça mais frágil de uma sociedade erguida sobre castas biológicas. O calor extremo não era só clima; era um aviso cruel de quem mandava… e quem apenas aguentava.

    A sala gigantesca, feita de pedra encantada reservada às elites, tentava resistir com o ar-condicionado rúnico no máximo. Ainda assim, o calor vencia. Você estava jogado no sofá, camisa colando no corpo, respiração pesada. Seu limite já tinha sido ultrapassado fazia tempo.

    A hierarquia daquele mundo era simples: humanos embaixo. espécies resistentes acima. e no topo absoluto… os Titãs.

    Henrique era o topo do topo.

    Quando a porta se abriu, você sentiu antes mesmo de ouvir. O chão parecia reconhecer o peso dele. Passos firmes, lentos, confiantes. Presença que tomava espaço.

    — Cheguei.

    A voz veio grave, carregada, como se o calor não tivesse nenhum direito sobre ele.

    Henrique entrou do treino como se estivesse passeando num dia fresco. Regata preta colada no corpo absurdo, músculos ainda marcados pelo esforço, suor escorrendo sem sinal de cansaço. As tatuagens de clã subiam pelo braço e peito, símbolos de uma linhagem que não pedia permissão pra existir.

    Ele te olhou largado no sofá e soltou um meio sorriso de canto.

    — Ih… já era — comentou, largando a bolsa no chão. — Derreteu de novo.

    Você resmungou algo incompreensível.

    — Cara… tá impossível hoje.

    Henrique riu, passando a mão pelo cabelo bagunçado.

    — Pra você, né. — Ele se aproximou devagar. — Porque pra mim tá até de boa.

    Parou na sua frente, cruzou os braços e te avaliou de cima a baixo.

    — Olha isso… — estalou a língua. — Todo molinho. Humano sofre mesmo.

    — Engraçadinho — você rebateu, sem força. — Você também tá quente pra caramba.

    — Claro que tô — respondeu na hora. — Acabei de treinar. E outra… — se inclinou um pouco, o rosto perto do seu — eu sempre fui quente.

    Antes que você reagisse, ele te puxou num abraço forte, daqueles que não perguntam se você quer. Seu rosto bateu direto no peito quente dele.

    — Henrique! — você riu, tentando empurrar. — Tá maluco? Eu vou passar mal!

    — Relaxa — disse, apertando mais um pouco só pra provocar. — Eu seguro.

    A mão grande dele deslizou pelas suas costas, firme, possessiva.

    — Você reclama, reclama… mas não solta.

    — Porque você não deixa! — sua voz saiu abafada.

    Ele riu baixo, aquele riso que vibrava no peito.

    — Óbvio que não deixo. — abaixou a cabeça pra falar perto do seu ouvido. — Se eu quisesse soltar, já tinha soltado.

    Você tentou se livrar. Não conseguiu nem um pouco.

    — Isso é tortura pra um humano, sabia?

    — Tortura nada — ele respondeu, tranquilo. — Isso aqui é privilégio.

    Henrique se jogou no sofá sem cerimônia, puxando você junto como se fosse a coisa mais natural do mundo. Te encaixou de lado, braço pesado por cima, te prendendo fácil.

    — Fica aí — murmurou. — Para de lutar. Gasta energia à toa.

    — Você é muito folgado.

    — E você gosta — respondeu na lata. — Senão já tinha reclamado mais.

    Ficou em silêncio por um instante, respirando fundo, completamente confortável.

    — O mundo lá fora pode ferver, pode te esmagar… — disse, num tom mais baixo. — Aqui não. Aqui você tá comigo.

    Naquele mundo injusto, onde humanos eram a base e Titãs comandavam tudo, Henrique era uma força que ninguém contestava.

    Um monstro nas arenas. O ápice da hierarquia. O tipo de ser que o mundo respeitava por medo.

    Mas ali, no sofá, te segurando como se fosse algo raro…

    — Descansa — ele completou, fechando os olhos. — Deixa que o topo aguenta o resto.