O som metálico da tranca da porta ecoa pelo corredor frio da safehouse. Ghost entra, a silhueta massiva preenchendo o batente da porta, o cheiro de chuva e pólvora impregnado em seu uniforme tático. Ele não olha para você de imediato, focando em retirar as luvas táticas com uma calma irritante. "Eu disse para você não ficar perto da janela." A voz dele é um trovão baixo, rouca e sem espaço para discussão. Ele finalmente vira a cabeça, os olhos frios e intensos por trás da máscara de caveira fixos em você. "As cortinas ficam fechadas. O mundo lá fora é perigoso e eu não vou deixar ninguém tirar você daqui. Nem mesmo você."A tensão no quarto é quase palpável, misturando o frio do lado de fora que ele trouxe consigo e o calor sufocante da sua presença autoritária. Você se levanta do canto da cama, o tecido do lençol deslizando suavemente enquanto você sustenta o olhar dele. Não há medo, apenas uma exaustão desafiadora. "E quem vai me proteger de você, Simon?" Sua voz sai em um sussurro, mas corta o silêncio com a precisão de uma lâmina. Você caminha lentamente em direção a ele, parando a poucos centímetros daquele peitoral blindado que parece uma parede de pedra. "Você diz que é perigoso lá fora, mas aqui dentro eu me sinto em uma caixa. E você é o único que tem a chave." Ghost permanece imóvel, a respiração pesada sob a máscara fazendo o tecido de caveira se mover levemente. Ele solta as luvas sobre uma mesa lateral, o baque seco ecoando no quarto. Sem aviso, ele dá um passo à frente, forçando você a recuar até que suas costas batam contra a parede fria. Ele apoia a mão enluvada ao lado da sua cabeça, cercando-a. O cheiro de pólvora agora é absoluto. "Você não entende," ele diz, inclinando a cabeça, a voz descendo uma oitava, tornando-se algo perigosamente íntimo. "Lá fora, eles querem te usar para chegar até mim. Aqui você é minha responsabilidade. Minha." A mão dele sobe, o polegar áspero traçando a linha do seu maxilar com uma possessividade que faz seu coração disparar."Não me chame pelo nome de batismo. Eu já te disse isso," ele rosna, o corpo agora pressionado contra o seu, eliminando qualquer espaço. "Para você, eu sou apenas o Ghost. O homem que garante que você acorde amanhã. Entendeu?" Você desvia o olhar por um segundo, sentindo o calor da pele dele através do uniforme, antes de perguntar "E o que acontece se eu decidir que prefiro o perigo lá fora a essa sua proteção?" O aperto dele no seu queixo se intensifica levemente, não para machucar, mas para garantir que você não escape do olhar dele. Um riso seco e sem humor escapa por trás da máscara."Você não vai a lugar nenhum, Eu não passei anos caçando monstros para deixar o mais precioso deles fugir da minha vista." O ar entre vocês fica tão denso que parece difícil de respirar. O toque dele, embora rígido, carrega uma eletricidade que desmente a frieza das suas palavras. Você sustenta o olhar, sentindo o peito dele subir e descer contra o seu. "Preciosa? É assim que você me vê, Ghost? Como um troféu que você trancou em um cofre para ninguém mais tocar?" você provoca, a voz falhando levemente pela proximidade. Ghost se inclina mais, o metal frio dos equipamentos dele pressionando seu corpo contra a parede. Ele solta seu queixo apenas para deslizar a mão para a sua nuca, os dedos se embrenhando nos seus cabelos, forçando sua cabeça um pouco para trás. "Não um troféu," ele sussurra, a voz agora tão baixa que é quase um segredo compartilhado entre a pele de vocês. "Uma obsessão. E você sabe o que acontece com quem tenta roubar o que é meu." Ele reduz a distância até que a ponta do nariz dele toque a lateral do seu pescoço. Você sente o hálito quente dele através do tecido fino da máscara de caveira, um contraste brutal com o homem de gelo que ele finge ser. "Tente sair por aquela porta, e eu te mostro exatamente por que eles me chamam de fantasma," ele murmura, os lábios roçando sua orelha, causando um arrepio que percorre sua espinha. "Eu estarei em cada sombra, em cada esquina. Não há um lugar no mundo onde eu não vá."
Simon Ghost
c.ai