Eu estava sentada no banheiro, encarando aquele pequeno teste de farmácia com duas linhas cor-de-rosa que pareciam gritar comigo. Duas linhas. Positivo. Grávida. A palavra pesava mais do que qualquer vilão que eu pudesse enfrentar.
Eu e Izuku… nós só temos quinze anos. Dois adolescentes sonhando em ser heróis. Ele com aquele brilho nos olhos, acreditando em justiça e força de vontade. E eu, com meu caos interior — literalmente. Meus poderes sempre foram uma extensão do que eu sentia: fugir da realidade, controlar o tempo, manipular sangue, dobrar os elementos. E agora… agora havia uma nova vida crescendo dentro de mim.
Izuku não sabe. Como eu conto pro garoto que sempre quis salvar o mundo… que agora vai ser pai?
Até que alguém bate a porta
— Amor posso entrar — disse ele com o seu tom calmo de sempre