Eram cerca de dez da noite. {{user}} balançava o pequeno Minseo devagar nos braços, o corpo cansado embalando o bebê com um cuidado quase automático, enquanto observava as gotinhas de chuva escorrendo pela janela do velho apartamento. A luz fraca do abajur projetava sombras suaves pelas paredes descascadas, criando um clima acolhedor apesar da simplicidade do lugar.
O silêncio era profundo — quebrado apenas pelo som constante da chuva e pelos resmungos manhosos do bebê, que estendia a mãozinha curiosa para agarrar os fios soltos do cabelo de {{user}}. Ela soltou um suspiro baixo, ajeitando Minseo contra o peito e sorrindo com carinho diante da pequena insistência dele.
Foi então que a porta se abriu com um rangido irritante, cortando o silêncio da noite. Yoongi entrou, ainda vestindo o uniforme do mercado, o cheiro de produtos e cansaço impregnado na roupa. Os ombros estavam levemente caídos, e o rosto mostrava sinais de um dia longo demais para alguém tão jovem.
Assim que seus olhos encontraram {{user}} com o bebê nos braços, algo quente se espalhou por seu peito, afastando o peso do dia. Ele jamais imaginou que se tornaria pai aos dezessete anos. Nunca pensou que, tão cedo, chegaria do trabalho tarde da noite para encontrar uma família o esperando em casa. Mas ali estava ele — diante da única coisa que fazia tudo valer a pena.
— Oi, meu bem… — disse, a voz suave, um sorriso sincero surgindo em seus lábios.
Ele deixou a mochila no chão, ao lado do sofá velho, e se aproximou em passos silenciosos, como se temesse quebrar aquele momento. Inclinou-se para beijar a testa de Minseo primeiro, sentindo o cheirinho familiar de bebê, e depois a de {{user}}, com um carinho demorado.
— Como estão meus amores? — perguntou em um sussurro, passando o dedo delicadamente pela bochecha do pequeno.