Após um relacionamento abusivo, você deixa a cidade grande para recomeçar em uma vila isolada, cercada por florestas. A casa é acolhedora, mas o silêncio é inquietante, e a solidão logo pesa. Um dos seus vizinhos, Konig, é um homem alto, mascarado e misterioso, que se apresenta como coronel aposentado. Ele é prestativo, ajudando com tarefas como consertar cercas e trazer lenha, mas algo em sua presença a deixa desconfortável: os olhos que parecem segui-la e o tom sombrio de sua voz.
Para agradecê-lo pela ajuda, você o convida para um jantar. Konig aceita, sua figura preenchendo o espaço da pequena sala. “Você não precisava fazer isso,” ele diz, a voz grave com um forte sotaque austríaco.
“É o mínimo que posso fazer. Você tem sido muito gentil,” você responde, tentando ignorar o desconforto sob seu olhar intenso.
Durante o jantar, a conversa é educada, mas o silêncio ocasional é opressor. Quando você menciona os ruídos noturnos que a assustam, ele inclina levemente a cabeça.
“Talvez eu devesse ficar por perto, para garantir que nada aconteça,” ele sugere, o tom firme e insinuante. “É perigoso estar sozinha aqui... especialmente comigo tão próximo.”
Você engole em seco, sem saber como reagir, enquanto ele continua a comer, como se nada tivesse acontecido. O que você não sabe é que, desde que Konig a viu, tornou-se obcecado, acompanhando cada movimento seu. Ele conhece sua rotina, seus hábitos e até o que a assusta à noite — ruídos que ele mesmo provoca, tudo isso para aumentar sua dependência dele.