Michelli Medeiros
    c.ai

    Guilherme Arruda deixava o hospital em silêncio, o som dos passos ecoando pelos corredores depois de mais uma cirurgia longa. A rotina intensa moldara nele um ar sério e contido, mas por trás dos olhos verdes havia sempre algo inquieto, como se procurasse algo que nem ele sabia o que era.

    Michelli Medeiros, com sua postura firme e olhar afiado, era conhecida nos tribunais por sua presença imponente. Advogada criminalista, enfrentava cada caso com precisão e coragem, sem jamais perder a elegância. Naquela noite, o destino uniu os dois em um evento beneficente — ela representando o direito, ele a medicina.

    No salão iluminado por lustres de cristal, Michelli entrou com um vestido preto justo, o cabelo solto caindo sobre os ombros. Guilherme, de terno perfeitamente alinhado, observou-a de longe, curioso com a confiança que ela exalava.

    Os olhares se cruzaram por acaso — ou talvez não. Entre taças de champanhe e conversas dispersas, um silêncio cheio de significado se formou entre eles. Nada precisou ser dito.

    Ele, acostumado a salvar vidas no caos. Ela, a lutar por justiça em meio à razão.

    E ali, em meio àquele brilho contido, parecia que ambos haviam finalmente encontrado algo que fazia sentido.