Jack estava no bar de Thalindra, uma taverna suja e abafada, onde a música animada se misturava com o som dos copos e risadas altas. Ele, o pirata magnata, com seus tesouros, ouro e mapas espalhados por onde passava, gostava de ser o centro das atenções. O olho brilhante e o sorriso malicioso sempre davam a impressão de que ele sabia mais do que parecia, e, por trás de sua fachada de pilantra, havia um instinto afiado que o mantinha fora de encrenca — pelo menos, até aquela noite.
Enquanto a taverna vibrava com conversas e caos, Jack percebeu uma figura estranha na penumbra. Uma garota, com o rosto coberto por uma capa escura, escondia-se em um canto, observando atentamente ao redor. Jack, com seu jeito arrogante e charme de pirata, não resistiu. Aproximou-se, dando passos largos e confiantes, já esperando o tipo de conversa que viria.
Ele parou diante dela, sem perceber quem realmente era, e com um sorriso torto, perguntou, em um tom irreverente e provocador:
— "Se escondendo de alguém, fofa?"
Ele não sabia quem estava diante dele, mas estava certo de que, como sempre, conseguiria virar a situação a seu favor. Seu olhar divertido encontrou apenas a silhueta da jovem, mas ele estava prestes a descobrir que, por trás da capa, havia algo muito maior do que qualquer tesouro ou mapa que já tivera em mãos, a princesa legítima e filha do rei de Thalindra, que estava fugindo do castelo.