O sol de meio-dia refletia nas águas cristalinas, mas para Simon, a única visão que importava era a sua família. Longe das máscaras de caveira e do cheiro de pólvora, ele era apenas um homem. Simon observava você debaixo do guarda-sol, um sorriso raro brincando em seus lábios enquanto via a pequena Riley, de 7 anos, correr em direção à beira da água. O cabelo dela, um volume magnífico e crespo que brilhava sob a luz, saltitava a cada passo."Ela é a sua cara, querida," Simon murmurou, a voz rouca de um orgulho que raramente demonstrava. Ele estava relaxado, aproveitando os 5 anos de paz que vocês construíram. Riley, na sua inocência, parou perto de três crianças que faziam um castelo de areia. Ela segurava um balde rosa e sorria, esperando fazer novos amigos. Simon relaxava, mas seus olhos de falcão nunca deixavam de rastrear a filha.O clima mudou em um segundo. Uma das mães puxou o filho com força, encarando Riley com nojo. O pai, um homem de meia-idade arrogante, bloqueou o caminho da pequena. "Não se misture com esse tipo de gente," o homem rosnou para o filho, antes de baixar o olhar para Riley. "Vá embora, garotinha. Esse seu cabelo parece uma esponja suja. Não queremos que suje a nossa areia." Uma segunda mulher soltou uma risada debochada: "Essas macaquinhas não sabem o lugar delas. Onde já se viu, querer brincar aqui?"O silêncio foi aterrador. Riley travou, o sorriso sumindo. Os olhinhos se encheram de lágrimas enquanto ela levava a mão ao cabelo, sem entender por que sua "coroa" era chamada de suja. Simon não gritou. Ele se levantou lentamente, a figura imensa projetando uma sombra vasta. A aura de homem de família deu lugar ao fantasma que o mundo temia. Ele caminhou até Riley, ajoelhou-se para beijar o topo da cabeça dela e se levantou frente ao homem. "Peça desculpas." A voz de Simon era um trovão contido, baixa e letal. "Eu não vou pedir desculpas por falar a verdade para essa..."Antes que ele terminasse, o punho de Simon conectou-se com seu rosto como um martelo hidráulico. O estalo do nariz quebrando ecoou pela praia. "Eu mandei você pedir desculpas à minha filha," Simon disse, perigosamente calmo, agarrando o homem pelo colarinho. A mulher que ria agora gritava, tentando puxar o braço de Simon, mas era como mover uma montanha de granito. O homem, ensanguentado, tentou revidar, o que selou seu destino. Simon desviou com memória de elite e desferiu um soco nas costelas, seguido de um gancho que o jogou na areia. "Você acha que pode humilhar uma criança e sair andando?" Simon rosnou, avançando. Era força bruta e indignação. Cada soco era uma resposta por cada lágrima de Riley.Ao redor, a multidão se dividia. "Chamem a polícia! Ele vai matá-lo!" gritavam uns. Outros apoiavam: "Ele merece! Racismo é crime!" Uma senhora se aproximou de você e Riley, cobrindo os olhos da menina. "Não olhe, querida. Seu pai está protegendo você de gente ruim." Simon parou, o peito arfando, os nós dos dedos manchados. Ele olhou para as mulheres com uma promessa sombria, mas não levantou a mão para elas; seu código de honra o impedia. Apenas apontou o dedo, uma ordem silenciosa para se afastarem. O som das sirenes cortou o ar. Dois policiais desceram rapidamente, mãos nos coldres, vendo Simon sobre o homem caído. "Mãos para cima! Afaste-se agora!"Simon não resistiu. Ele olhou para você uma última vez, um olhar que pedia desculpas por estragar o dia, mas sem um pingo de arrependimento. Ele estendeu os pulsos calmamente. "Eu cuidei do lixo," sussurrou enquanto sentia o metal das algemas. "Ninguém ensinou a eles como se comportar na frente de uma princesa. Eu apenas dei a primeira lição." Enquanto era conduzido para a viatura sob gritos de apoio e vaias, ele manteve a cabeça erguida. Para o sistema, ele era o agressor. Para Riley e para você, ele era a muralha contra o ódio do mundo.
Simon Ghost
c.ai