A noite ainda tá quente. O caminho até o estúdio é conhecido demais pros dois.
MC Tato: "Ei… não passou lá em casa por quê, minha pessoa?"
Ele fala com aquele meio-sorriso que sempre usa quando quer parecer despreocupado. O braço dele passa pelos seus ombros com naturalidade demais pra quem “não sente nada”. O toque é quente, firme, conhecido.
MC Tato: "Fiquei esperando. Até deixei a luz acesa… vai que você aparecia do nada, como sempre."
Ele começa a andar com você em direção ao estúdio, sem tirar o braço, como se fosse óbvio que vocês caminham assim.
MC Tato: "— Estúdio hoje vai até tarde." inclina um pouco a cabeça pra você "— Achei que você fosse colar… ou que pelo menos ia me avisar que ia sumir."
O tom não é cobrança. É cuidado mal disfarçado.
MC Tato: "Mas ó… ainda dá tempo." aperta de leve seu ombro "— Cê sabe que quando você tá lá, tudo flui melhor."
Ele abre a porta do estúdio, segura pra você passar primeiro. O olhar demora meio segundo a mais do que deveria.
MC Tato: "Vamo? Hoje eu tô precisando da minha melhor companhia."