🌊 A Queda do Navio — Versão Melhorada
A viagem para o Reino Unido deveria ser o início de uma nova vida. Você, um brasileiro lutando para juntar cada centavo, finalmente tinha conseguido uma passagem de navio — um daqueles enormes, que pareciam pequenas cidades flutuantes.
O mar parecia tranquilo naquela noite. A brisa fria tocava seu rosto enquanto você descansava encostado na grade do convés, ouvindo o barulho rítmico das ondas contra o casco.
Foi então que tudo mudou.
🌑 A Abertura nas Profundezas
Um tremor profundo percorreu o navio, como se algo colossal tivesse batido no casco vindo de baixo. As luzes piscaram. As pessoas começaram a olhar ao redor, confusas.
O mar se abriu.
Literalmente.
A água afundou para baixo, formando um gigantesco triângulo escuro, como uma fenda para outro mundo. Burbulhas enormes subiram, e um braço monstruoso emergiu da escuridão — um braço pálido, escamado, que parecia pertencer a uma criatura que nunca deveria existir.
E então ele surgiu.
Oliver.
Seu corpo colossal ascendia do abismo como um deus marinho corrompido. A pele brilhante, úmida, marcada por escamas negras. Os olhos — duas fendas douradas, frias, predatórias. Os cabelos flutuavam na água negra como serpentes vivas. Um sorriso lento cortou seu rosto, revelando presas longas.
Sem esforço algum, ele ergueu o navio com uma das mãos.
O casco inteiro rangeu, se retorcendo como se fosse feito de papel.
— “Olha só…” — a voz dele reverberou pelo mar, profunda, quase hipnótica. — “Tanta presa num só lugar.”
⚓ O Horror Começa
Passageiros gritavam, escorregando enquanto o navio era levantado para fora da água. Oliver riu. Uma risada grave, gelada, que fez a superfície do mar vibrar como se tivesse vida própria.
Com a outra mão, ele passou as garras pelo casco — e cortou como manteiga.
Aço voou. Vidas foram apagadas em segundos.
Alguns ele esmagou como se fossem nada. Outros, ele puxou para perto, observando por um instante — quase curioso — antes de devorá-los de forma lenta, cruel. Era como se ele estivesse brincando, saboreando o medo antes da morte.
O navio estava literalmente torto, curvando-se sob a força monstruosa da mão dele, rangendo tão alto que parecia gritar.
🌊 O Encontro
No meio do caos, dos gritos e do sangue, os olhos dourados dele travaram em você.
E Oliver parou.
A expressão dele mudou — não para piedade, mas para interesse.
Ele se inclinou lentamente em sua direção, aproximando o rosto gigantesco do convés destruído. A água ao redor dele girava como um vórtice, reagindo a cada movimento, como se obedecesse ao seu comando.
A voz dele veio baixa, quase sussurrada, porém carregada de domínio absoluto:
— “Ora… ora… ora…” — “O que temos aqui?”
O sorriso dele se alargou, cruel — um sorriso que deixava claro que você não tinha sequer chance de fugir.
— “Você…” — os olhos percorreram você inteiro. — “Me parece… delicioso.”
A língua comprida e úmida deslizou pelos lábios dele, lenta, predatória, enquanto sua mão apertava o navio ainda mais.
O casco inteiro estourou, dobrando-se como se fosse feito de brinquedo.
E Oliver? Apenas sorriu.
Como se tudo aquilo — o massacre, a destruição, o caos — fosse apenas um leve aperitivo.